segunda-feira, 13 de novembro de 2017

JUSTIÇA MANDA SOLTAR MARATONISTA DE PAULO RAMOS, ACUSADO DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL: CASO DE ABSOLUTA FALTA DE PROVAS...

Edilson/Imagem do Facebook.

JUSTIÇA MANDA SOLTAR MARATONISTA DE PAULO RAMOS, ACUSADO DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL: CASO DE ABSOLUTA FALTA DE PROVAS....
A Justiça da Comarca de Paulo Ramos manda soltar o maratonista Edilson Vieira da Silva, preso por 15 dias, sob a acusação de estupro de vulnerável, contra uma sobrinha, E.V.D, episódio que ensejou a prisão temporária do investigado, decretada pela juíza de direito, titular da Comarca, Drª. Vanessa Machado Lordão, ao entendimento de a clausura ser imprescindível para a investigação policial.
Ocorre que, com o oferecimento da Denúncia, na semana passada, por parte do Promotor de Justiça, Drº. Rodrigo W. Freire de Carvalho, faltou um componente imprescindível para o seu recebimento: a justa causa, sem a qual não há falar do nascimento da imputação, do ponto de vista processual. Foi essa análise que fez o juiz de direito da 2ª. Vara da Comarca de Lago da Pedra, Drº. Cristovão Sousa Barros (respondendo por Paulo Ramos), a rejeitar a Denúncia do MPE e, via de consequência, determinar a soltura imediata de Edilson Vieira, que estava preso no Presídio de Piratininga/Bacabal.
Na decisão, o juiz Cristovão anotou que “Nas declarações em Polícia, a menor diz que já mantinha relações sexuais com um namorado, e que falou de ser abusada pelo acusado incentivada pelo seu namorado e por uma conselheira tutelar, porém diz ser mentira a acusação (....) Não há como receber a denúncia baseada unicamente nas palavras da vítima, que, posteriormente, perante o Órgão da acusação, declarou que o acusado jamais cometera qualquer ato libidinoso contra sua pessoa”.
Na Denúncia, o Promotor Rodrigo Freire chegou, inclusive, a pedir a prisão preventiva do acusado Edilson Vieira, a qual, por conta da rejeição, nem mesmo foi analisada.
A Denúncia, assim, foi rejeitada por falta de justa causa, nos termos do Artigo 395, III, do Código de Processo Penal.
Para Otaci Lima, advogado de Edilson Vieira, “o importante é que a Justiça corrigiu uma injustiça, apesar da possibilidade de ele carregar a nódoa por muitos anos”.
Edilson Vieira, natural de Paulo Ramos, como já dito, é maratonista, tendo ganhado prêmios em várias partes do País, como em Brasília, Pernambuco e até nos Estados Unidos, na Maratona da cidade de Cleveland, em 2002.

O maratonista Edilson foi solto ainda no sábado, 11.

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