quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TRIBUNAL DO JÚRI EM SÃO PAULO DECIDE O DESTINO DE ELIZE MATSUNAGA, ACUSADA DE ESQUARTEJAR O MARIDO AINDA COM VIDA.

Elize Matsunaga no Tribunal do Júri, em São Paulo... (primeira da esquerda)

... e nos tempos, com a vítima, Marcos Matsunaga: foi esquartejado.

SÃO PAULO REALIZA UM JÚRI PARA TRATAR DE UM CRIME CHOCANTE: A MORTE DO EMPRESÁRIO MARCOS MATSUNAGA, POR SUA COMPANHEIRA. A acusação alega que o empresário foi esquartejado ainda com vida.
Artigo, por Alex Barroso (advogado criminalista)

O homicídio – a morte de uma pessoa, por outra pessoa, independentemente do momento e das circunstâncias em que ele se perpetra, é um crime abjeto, pois atinge o bem maior da pessoa, já que não há outro bem que suplante a vida. Isso é das Cartas Magnas dos povos civilizados.

Quando o delito é consumado, ou seja, quando o propósito criminoso do agente se confirma, com a morte da vítima, a gravidade da conduta se projeta para um cenário de maiores repercussões e consequências e, muitas das vezes, de maiores repúdios. É o engajamento da sociedade contra um ato perverso, que, no fundo, afeta todo o corpo social, por razões que não há necessidade de elencar.

Não há dúvida de que há crimes mais chocantes que outros, às vezes, pelo ‘modus operandi’, ou seja, pela forma de agir do agente.

De tempos em tempos, vem-nos a notícia de um crime assim, cujas circunstâncias o colocam no circuito dos crimes bárbaros, perversos, aqueles que têm o poder de chocar a sociedade de forma mais intensa, atraindo aquilo que, segundo o direito, atende pelo nome de reprovabilidade acentuada. Maior horror à conduta praticada. É o nível alto, em termos de reprovação.

Exemplos há, como o do casal Richthofen, cuja filha, Suzane, foi a mentora que tramou, com um namoradinho e o irmão deste, a morte do próprio pai e da mãe (Manfred e Marísia), em outubro de 2002. Um horror com poucos precedentes. Chocou o País e uma parte do Mundo! Na trama, houve ‘condimento’ financeiro – bens imóveis e recursos financeiros a serem herdados.

Há também, o do jovem Gil Rugai – seminarista acusado, julgado e condenado pela morte, também, do pai, Luiz Carlos Rugai e a respectiva madrasta, Alessandra Troitino, em 2004. Luiz Carlos era um empresário que, segundo o processo, havia afastado o filho, Gil, das funções, na empresa, por conta de práticas inadequadas, com repercussão na questão financeira, ensejando desfalques consideráveis. Aqui, o lado chocante advém, também, da relação entre Acusado/filho e vítima/pai, incluindo uma pessoa na condição da mãe, no caso a madrasta. Bem parecido com o caso anterior, dos Richthofen.

Outros casos existem, por aí!

A literatura possibilita a muitos uma análise deles, como o também famoso, que envolveu o casal Nardoni e Anna Carolina, onde a mistura de ingredientes vários ensejou a decisão, diabólica, para que o pai, Alexandre Nardoni e sua companheira, atuassem para atrair a filhinha pequena Isabella, apenas do primeiro, ao cadafalso – entre a janela do apartamento e o solo, percorrendo, assim, uma distância decisiva, por óbvio, para que a morte da indefesa criança ocorresse no chão duro, lá embaixo. Foi em março de 2008. Aqui, o ingrediente financeiro, ao que se sabe, não teve qualquer repercussão para o episódio.

No curso da discussão do caso ‘nardoni’, houve até a exibição de uma rede, na janela, para insinuar que a própria vítima teria devassado a proteção para ir ao encontro de seu triste fim. A perícia, bem feita, decisiva – como deveria ocorrer em muitos processos criminais, falou mais alto, militando contra a tese do casal e, assim, permitindo luz ao Conselho de Sentença, para guiar-se no rumo de uma firme decisão condenatória. 

Coincidência ou não, mas os episódios já relatados aconteceram em São Paulo, inclusive o próximo, que já cuidarei, cuja imprensa o rotulou como o caso ‘Yoki’ – alusão ao nome da família.

O crime que levou à morte do empresário Matsunaga, em 2012, é um destes, a perseguir a existência de uma trilha marcada por eventual crueldade, no modo de praticar o delito. A particularidade, abominável, deverá ser, claro, analisada pelos 7 jurados que compõem o Conselho de Sentença, no Fórum da Barra Funda – o maior da América Latina, na região Oeste de São Paulo.  

O condimento ideal estaria alojado no ciúme da acusada, Elize, por ter constatado que seu marido, o empresário Marcos Matsunaga, a estaria traindo com uma ‘garota de programa’, o que teria sido objeto, inclusive de registro, por obra dos serviços de um detetive – nos dois dias que antecederam o horripilante fato.

Independentemente do crime, há um ponto sobre o qual tem buscado enfatizar o promotor do caso: depois de golpeada a vítima, Elize teria cortado em pedaços, o corpo de Marcos e ele ainda estaria com vida, daí a qualificadora do motivo cruel – apesar da defesa rebater, ao dizer, ou melhor, ao confirmar que a cena, quando se deu, a vítima já estaria morta.

Claro, tecnicamente, só há crueldade, impondo-se maior sofrimento à vítima, se houver prova de vida. A qualificadora, por isso, para ter fundamento, exige essa comprovação. Mas o Conselho de Sentença, como todos os detalhes do caso, é que decidirá sobre isso.  

O crime de Elize, pela denúncia do MPE, está qualificado por outras duas situações, o que, dificilmente daria oportunidade à acusada para vê-las destruídas, levando a um homicídio simples e, assim, redundando numa condenação atenuada, com uma reprimenda média e muito menos pequena.

O Ministério Público (entenda-se promotor) diz que a motivação do crime estaria ligada à questão patrimonial (seguro), mas a nosso ver esse seria um motivo secundário, após o ingrediente do ciúme e, portanto, calhado à questão emocional.

Nesta segunda-feira, um fato, marcante, dominou o dia dos depoimentos: a existência de uma serra elétrica, supostamente comprada por Elize, o que leva à constatação de que a Acusada teria, de fato, premeditado o bárbaro e horripilante crime.

A história da tal serra elétrica foi trazida, logo por uma pessoa insuspeitíssima: a babá e a ‘governanta’ da casa. O promotor do caso, lógico, não poderia ter lançado mão de ‘detalhe’ melhor para deixar a situação de Elize no mesmo local: difícil, insustentável.

Essa e outras dificuldades o Júri Popular, na Barra Funda, terá que enfrentar. Ele é o senhor da decisão que vai traçar, em definitivo, o destino de Elize.

E que assim seja! Isso nos limites da Constituição Federal, que lhe garante a total soberania!

Mas deve ser, como dizem os melhores doutrinadores, uma soberania para a adequação do justo, e não para a produção do arbítrio, sob pena de que uma decisão com esse ‘feitio’, poderia atrair outra, do Tribunal de Apelação, com vistas a cassá-la, abrindo espaço para que outro Conselho de Sentença decida, novamente, a questão.


Essa, a propósito, não me parece ser uma probabilidade à vista, por conta dos ingredientes que caracterizam o episódio, o qual, agora ou amanhã, jamais deixará de ventilar um caso seguramente horripilante, apto para chocar, de forma unânime, apenas com as fotografias que os autos carregam.

P.S.: O júri começo nesta segunda, e tem previsão de demorar mais dois dias.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

MORADOR DE RUA VIVE EMBAIXO DE UM TÚNEL EM LOS ANGELES. E VIVE BEM! O SORRISO DELE DENUNCIA TUDO!!

Waddel...

Imagens: Uol.
VIVER BEM ‘DEBAIXO DA PONTE!’. SERÁ POSSÍVEL? MAS O SENTIDO AQUI É LITERAL!

Quando se fala da expressão ‘debaixo da ponte’, logo vem aquele sentido pejorativo, de cuja proximidade ninguém deseja, por razões óbvias. Afinal, morar debaixo da ponte é mesmo uma opção que muitos recusariam, na primeira oportunidade.
Esse, seguramente, não é o caso de Ceola Waddel, que se ‘apoderou’ de um túnel, na grande e movimentada Los Angeles, nos EUA. Acredite!, ele mora bem, e lá, é muito satisfeito.
Waddel já está bem acostumado com seu ‘palacete improvisado’, onde tem dois banheiros, sofás, cama, chuveiro e, acredite!, até uma jacuzzi – aquela ‘banheirona’, para ter aquele relax, fazendo inveja a muita gente rica.

Mas não se preocupe! O morador de rua, Waddel, está satisfeitíssimo, com exceção da prefeitura de Los Angeles, que já confiscou alguns utensílios do tranquilo morador – tática que, todavia, não vai fazer o inquilino desistir de insistir com sua boa morada.

A casa sob túnel, disponibiliza a Waddel até mesmo uma renda extra, uma vez que permite àquele utilizar-se de um ‘quartinho’ – lá no túnel, claro, pelo qual cobra 25 dólares por semana, também de moradores de ruas que, aliás, se proliferam, também, nas grandes cidades americanas.

E assim, Ceola Waddel, vem seguindo sua vida, literalmente debaixo da ponte, ou melhor, do túnel, e mostrando que se pode viver feliz e bem, em um lugar tão simples, não necessariamente sob uma ponte, viaduto ou mesmo um túnel, como é o caso.

... em sua morada debaixo do túnel: não confunda isso com folga; isso é satisfação.


Tanto é que, Waddel, até ontem, não tinha decisão sobre fincar morada em outro lugar: é lá, mesmo! Waddel vai permanecer sob o túnel.

Tem mais uma particularidade: Waddel, depois que fez um vídeo sobre sua vida e sua morada – que teve mais de 1 milhão de acessos, passou a receber visitantes e a vender cachorros-quentes, para eles.

Pois é... Waddel também passou a ‘faturar’. Olha, olha!

Você acha que Waddel reclama da vida? O Quê? Como, rapá?

Esse mundo, essa vida, as coisas funcionam assim: a gente morre e nunca aprende tudo.

Ainda bem!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

SEGUNDA-FEIRA, PARA INICIAR COM O "BLACK FRIDAY" NO PARLAMENTO.



ÉPOCA DE MUITOS 'DESCONTOS' EM BRASÍLIA.

Começo a segunda com uma charge, do 'meste' capixaba, Amarildo (Blog do Amarildo), muito sugestiva, em tempos de 'acordos' gordos no Parlamento. Se alguém lhe oferecer um "Black Friday", pense duas, três ou mais vezes. Muita coisa pode vir 'embutida'. E pela 'Lei', o acessório segue o principal.

É sempre bom ter cuidado.


domingo, 27 de novembro de 2016

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO - TCE, SUSPENDE CONCURSO PÚBLICO EM BREJO DE AREIA/MA. QUEM SERÁ RESPONSABILIZADO?


SUSPENSÃO DO CONCURSO PÚBLICO EM BREJO DE AREIA/MA, PELO TCE, PODERÁ TRAZER CONSEQUÊNCIAS OUTRAS PARA A PREFEITA LUDMILA ALMEIDA.

Neste domingo, 27, muita gente, à essa hora, imaginava estar no Município de Brejo de Areia, fazendo aquilo que muitos brasileiros desejam e sonham: enfrentar um concurso, para entrar no serviço público, apesar do momento em que o País atravessa uma crise política e econômica, tendo como grande culpada a própria classe dirigente.

Mas essa previsão, infelizmente, ou melhor, felizmente, não aconteceu; a conta, simplesmente, ‘não fechou’.

O grande culpado? Só há um, ou melhor, só existe uma: a prefeita do próprio Município, Ludmila Almeida, que armara um concurso, tipo ‘feito nas coxas’, para usar, aqui, aquela expressão popular que dispensa maiores comentários. É, ou melhor, era um concurso ‘tipo-arranjo’, desses que beiram à chacota, para ninguém contestar, daí a decisão cautelar do TCE de suspendê-lo.

Faça-se justiça: Ludmila, é verdade, não teve tempo suficiente antes da eleição, em outubro passado, para realizar sua ‘providência’. É que prefeito é um servidor muito ocupado, e concurso, como se sabe, é um bicho muito ‘difícil’ de realizar; basta chamar, aliás, basta fazer uma ligação de um simples celular, arrumar a papelada e decidir, com base nas deficiências da Máquina pública. Isso, quando se está diante de um gestor que mira as coisas com responsabilidade e decência; quando age levando em conta os interesses supremos da coletividade.

Não foi o caso de Brejo de Areia. E não será o caso, pelo menos na gestão, curta, de apenas 2 meses, de dona Ludmila Almeida, que é dona de um grande feudo político, posto que seu filho, Ricardo – depois do ‘papai’ e depois do avô Rosalino, também governa Altamira, ente municipal do qual se desmembrou Brejo de Areia.
   
Faça-se um bom registro: O Município de Brejo de Areia, desde quando foi emancipado, em 1996, só teve a sorte de ser governado pela mesma família, ‘os Almeida’, com a observação de que o primeiro a inaugurar a cadeira de prefeito, foi o marido de Ludmila, o “doutor Miranda”, hoje uma espécie de ‘conselheiro-mor’ nas duas cidades, ante sua experiência de lidar com a coisa pública, apesar da legítima rebeldia e do cansaço de muitos.

Ruas .....

... de Brejo de Areia: uma realidade difícil.

O feudo político dos ‘Almeida’, somente em Brejo de Areia, já vai consumindo duas décadas, ou seja, longos 20 anos: um mando que remonta aos tempos das Capitanias Hereditárias, quando a Coroa de Portugal permitia a alguns ‘apadrinhados’ uma faixa territorial extensa, cujo mandatário fazia o que bem entendia. O nosso ‘modelo’ político foi inspirado naquele tipo de ‘engenharia administrativa’.

Pensando bem, acho que fiz uma salada, para falar de uma dinastia política, e acabei esquecendo o assunto principal, ou seja, o concurso que ‘entrou água’, por ordem do TCE, trazendo transtornos para muitos interessados.

Mas ‘entrou água’, ante os indícios de irregularidades que o Prefeito eleito, Chico Eduardo, levou e o TCE terminou por aceitá-los. Para falar a verdade, a medida deveria acontecer em vários cantos do Estado e do País. Não tem sentido, nem moralmente e com certeza, também legalmente, um gestor que dispõe de apenas 60 dias de mandato querer fazer uma espécie de baderna administrativa, jogando a ‘bomba’ no colo do gestor que vai assumir em janeiro de 2017.

A prefeita Ludmila, com certeza, deve-se imaginar, além do mais, uma trapaceira política, uma vez que ficou à frente do Município de Brejo de Areia por dois mandatos, ou seja, 7 anos e 10 meses. A pergunta da vez é: dona Ludmila, por que a senhora só lembrou dessa providência tão importante agora? Por quê?  ??????????????????

Iniciativas do tipo, não devem receber apenas e tão somente a ordem para a sua suspensão, como foi o caso. É necessário que o Ministério Público Estadual, dentro da sua missão constitucional, abra uma investigação, com vistas à localização de ingredientes que indiquem os atos de improbidade da atual gestora, a dona Ludmila Almeida e, eventualmente, de alguns secretários municipais.

E o pior, é que esses indícios existem. E, o melhor: às vezes eles existem aos montes.

Se eles vão ter repercussão, do ponto de vista processual, é outra história.

Infelizmente, é nessa ‘trilha’ que muitas mulheres e homens públicos teimam em andar.

Até quando, Brasil?

P.S.: Atenção, dona Ludmila! Em função de conduta e erro só atribuíveis à Senhora, não esqueça, por favor, de devolver o valor das inscrições de nossos humildes candidatos.

Eles desejam isso ‘pra ontem’. Não vá contribuir para aumentar a ‘faxina’ de seu sucessor!

JUSTIÇA AFASTA O PREFEITO DE GODOFREDO VIANA. A MEDIDA DEVERIA VIRAR ROTINA.

Prefeito Marcelo Torres: afastado do cargo por conta da imoralidade. 

Domingo não é dia propício para notícias ruins. Mas é necessário quebrar essa 'lógica'.

AFASTAMENTO DE PREFEITOS NO MARANHÃO. DEVERIA VIRAR ROTINA. MOTIVOS NÃO FALTAM!

O afastamento do prefeito de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres, nesta semana, infelizmente, causa surpresa, pelo lado inverso. É que a medida não é uma providência corriqueira, como deveria. A decisão é do juiz Marcio Antonio Alves, da Comarca de Cândido Mendes, cuja jurisdição abrange aquele município.

O prefeito Marcelo Torres é acusado de não pagar os salários dos servidores, o que fez o Ministério Público a ingressar com uma ação de improbidade administrativa, situação que ensejou bloqueio de verbas da Municipalidade e, depois, o ‘bloqueio’ dele próprio, isto é, seu afastamento do cargo e da cadeira de prefeito – uma medida, às vezes, necessária, meses antes, em algumas situações, mas que alguns só se decidem por ela quando o nível de esculhambação chega no limite. Ou seja, o Judiciário, mesmo quando acerta, erra, já que deveria mostrar raça contra alguns delinquentes do patrimônio público – situação que, infelizmente, envolve muita gente.

Em todo o caso, mesmo no final do mandato, a medida do afastamento do referido gestor municipal obriga os novos gestores a colocar a ‘barba de molho’, no tocante à prática de algumas traquinagens, como essa mesma de não pagar os salários, sob as mais estapafúrdias alegações. Esse, é bom registrar, é apenas um dos itens.

Em algumas cidades do Estado, comerciantes já esboçam preocupação. Eles temem que o novo gestor faça as coisas piorarem mais ainda, agravando, com isso, a crise econômica e social.

É bom que o Ministério Público e o Judiciário do Maranhão se preparem: tem muito gestor por aí ‘anunciando’ que vai dar muito trabalho.

É uma questão apenas de antecipar os fatos. Muita gente não deixa de manusear seu guarda-chuva, quando há um temporal à vista.


Isso não significa adivinhar. É apenas uma questão de lógica. Pura lógica! Simples assim!!

sábado, 26 de novembro de 2016

EX-PRESIDENTE DE CUBA, FIDEL CASTRO, MORRE AOS 90 ANOS.

Fidel Castro, ex-líder cubano, morto neste sábado.

MORRE O EX-PRESIDENTE E LÍDER CUBANO, FIDEL CASTRO, O MAIS LONGEVO DITADOR DA AMÉRICA LATINA.

A morte de Fidel Castro, neste sábado, por certo não vai acabar as polêmicas, mas seguramente não vai diminuí-las, sobre qual o verdadeiro papel que o líder teve, na política mundial, especialmente na América Latina.

O que se sabe é que Fidel Castro, há muito, era tido como o homem que vendeu um produto para o povo cubano, mas não pôde cumprir boa parte de suas promessas, a começar por dar-lhe liberdade, a qual, como se sabe, foi negada a quase todos, incluindo pessoas próximas, como aquelas integrantes de altos comandos, na burocracia.

Será que a história o absolverá, como ele bradou, em discurso, ainda no ano de 1953, quando fazia sua defesa em julgamento, acusado de tentar derrubar o então presidente, Fulgencio Batista, que terminou sendo, mais tarde (1948), vencido por Fidel, Che Guevara e outros de sua grande Cia?

A multidão, sem dúvida, inclui seguidores condoídos e perseguidos aliviados – dentro e fora de Cuba. Alguns chorarão pela ausência do Líder. Outros, não serão capazes de conter as lágrimas, ante a felicidade, ímpar, inaugurada, depois de sua cremação, ou mesmo, a partir deste sábado, em que o grande ditador deixou de existir, passando a objeto de insistentes análises, tal qual acontecia em vida.

É preciso esperar para ver se a história vai mesmo absolver Fidel Castro. É, sem dúvida, um julgamento sem data a curto prazo.

O que se sabe, também, é que, depois de construir, bem, uma capa de revolucionário, Fidel construiu uma muralha capaz de dar trabalho àqueles que tentarão removê-lo do papel de mito.


O certo, por fim, é que o julgamento final, sobre o Líder, vem. É aguardar!

CAMINHÃO PARA NO CENTRO NERVOSO DE PAULO RAMOS: O 'MOTORA' FOI FAZER COMPRA!

Caminhão parou no centro nervoso de Paulo Ramos: motorista foi fazer compras!

CAMINHÃO ESTACIONA NO ‘CENTRO NERVOSO’ DE PAULO RAMOS. E AGORA?

Caminhão para (verbo parar) no centro nervoso da cidade de Paulo Ramos. Foi na manhã deste sábado, 26.

Nada demais, se o motorista não tivesse saído de seu volante para comprar, isso mesmo, comprar uma mercadoria no comércio local, à custa do engarrafamento. Ele, simplesmente, disse: “eu fui só comprar uma....”. Pois é.... é esse tipo de comportamento que ajuda a esculhambar o trânsito, que já não é lá ‘essas coisonas’, apesar de ser uma cidade pequena.

Quem ajuda a melhorar o trânsito é quem precisa dele. Mas quem ajudar a emporcalhar, são os mesmos: nós. Nessa ‘matemática’, cada um entra com uma pequena parte. Às vezes, a ‘parte’ de certo sujeito não é tão pequena assim.

Enquanto o rapaz do ‘caminhão-mandão’ estava fora de seu volante, veículos estavam atrás dele, querendo apenas e tão somente passar, ou seja, exercer um direito tão básico, como respirar o oxigênio.

Resumo da ópera: se é muito fácil cobrar da Municipalidade uma providência, mais fácil ainda é entrar com nossa contribuição.

Se ela for boa, pode até não mudar muito. Mas se ela for ruim, tudo pode piorar. Esse foi um exemplo clássico: piorou mesmo!

Mas, para o chofer deste caminhão, ele justificou demais: “fui só comprar...”.

É o nosso Brasil: devagar e sempre!


Para concluir, podemos nos socorrer: “se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ROSEANA E LOBÃO TÊM INQUÉRITO ARQUIVADO NO STF: ALGUNS VÃO CHAMAR ISSO DE 'BLACK FRIDAY'.

Roseana, entre Lobão e..... Paulo Roberto Costa, ex-Petrobras.

ROSEANA SARNEY E LOBÃO, AGORA ‘LIVRES’ PARA ‘VOAR’. Seria o “Black Friday” da Justiça?

Com certeza, Roseana Sarney e Lobão, não farão festa pública, para festejar, mas internamente a história é outra, por conta do arquivamento do inquérito que apurava se os dois personagens estavam envolvidos, mesmo, em práticas de lavagem de dinheiro e corrupção.

O inquérito faz parte da Operação Lava-Jato, e buscava identificar se Roseana, em sua campanha de 2010, no Maranhão, teria recebido R$ 2 milhões, supostamente entregues por Alberto Youssef, a pedido de Lobão, aliado da ex-governadora.

A investigação, iniciada em 2015, caiu como uma ‘bomba’ nas hostes do grupo Sarney, e serviu como boa munição de adversários de Roseana.

Roseana, que já foi aconselhada a ‘andar pelo Maranhão’, certamente vai usar muito o pedido da PGR/Rodrigo Janot, deferido nesta sexta pelo Ministro do STF, Teori Zavaski.

Janot, para fazer o pleito, disse que os indícios contra os dois não se sustentam e que, portanto, a investigação não pode prosperar.

E assim foi e assim será!

Pensando bem, todo mundo que se julga injustiçado deseja ver a verdade prevalecer.

No caso de Roseana e Lobão, ela prevaleceu. Ao menos sob a ótica de Rodrigo Janot.

O pior é que essa decisão veio logo hoje e o pedido de Rodrigo Janot foi de ontem. É capaz de alguns mais exigentes acharem que isso é que é o verdadeiro “Black Friday” da Justiça brasileira.

GEDDEL VIEIRA LIMA FAZ O ÓBVIO: RENUNCIA AO CARGO, PARA NÃO 'AGRAVAR' A SITUAÇÃO.

Geddel Vieira, no meio (de óculos): o sorriso já não está do mesmo jeito.

GEDDEL VIEIRA LIMA FAZ O ÓBVIO: RENUNCIA AO CARGO NA SECRETARIA DE GOVERNO.

Geddel Vieira Lima, ‘homem’ de Temer, acuado, pede demissão, saindo de seu posto de trabalho, na Secretaria de Governo, após não mais aguentar o mar de pressões, por conta de sua ‘proposta indecente’ – ingerência no Ministério da Cultura, para obter alvará de construção de um empreendimento na Bahia, onde alega que tem um apartamento na ‘planta’. Pelo visto, não vai sair da planta. O dele fica, ou melhor, ficaria, no 13º. andar, cuja construção, até ali, é proibida, por causar impacto visual de monta.

Geddel mostrou que não dá trabalho... facilitou a situação de Temer, agora tendo que contabilizar uma marca ruim para pouco tempo: testemunhar a queda de seu 7º. ministro. É uma marca que poucos vão superar, dado o tempo de permanência no Planalto – menos de 6 meses.

Porém, o que mais chama a atenção, não é o gesto feito por Geddel, de renunciar, ante o escândalo. É a motivação do gesto. Geddel, disse que sai por conta da dor da família... para ele, esse é o ‘limite’. Geddel é mesmo um homem “familiar”. Provou fácil!!

Ou seja, Geddel saiu do Governo pelo motivo errado, já que, em sua ‘nota’, não falou um grama, sequer, sobre o edifício-mor do escândalo, ou seja, suas pressões, suas investidas, seus atos inescrupulosos, perante o ex-cultura, Marcelo Calero, pressionando-o, para obter sua ingerência no IPHAN, para garantir a continuação do empreendimento imobiliário que aguçou os planos de Geddel.

Veja, abaixo, a carta de Geddel: nenhuma vírgula sobre o problema que motivou todo o escândalo, já que, ali, atua como uma vítima, não como algoz.

Como o empreendimento não vai alcançar o 13º. andar – onde Geddel Vieira queria ficar, não há problema adicional nisso. É que Geddel tem para onde ir.

Graças a Deus!! Pelo menos, não tem perigo de Geddel entrar com ação contra a União, alegando que ficou sem ‘teto’.

         Carta-Demissão, de Geddel.

TCE SUSPENDE CONCURSO DE BREJO DE AREIA, PREVISTO PARA O DOMINGO PRÓXIMO.

Chico Eduardo e Ludmila, respectivamente prefeitos eleito e atual.

A ordem foi do Tribunal de Contas do Estado - TCE, para a Administração Municipal suspender o Concurso, previsto para domingo próximo, 27. Se não houve decisão judicial, cassando a ordem do TCE, o concurso 'entrou água'. Informações detalhadas ainda hoje. 

O BRASIL VIROU UMA 'CASA DE LOUCOS'. E PODE MELHORAR!!

Geddel Vieira Lima, ao centro (de óculos): o sorriso está garantido, por enquanto.

BRASIL VIROU UMA ‘CASA DE LOUCOS’..

Após o imbróglio envolvendo o Ministério da Cultura/IPHAN e o chefão Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, Marcelo Calero demitiu-se do Ministério da Cultura, abrindo uma mini-crise, por jogar no ventilador o universo das pressões que sofria, ‘dia-e-noite’, inclusive por dizer que, numa reunião, chegou a ser “enquadrado” pelo Presidente da República, Michel Temer – o que motivou este a soltar uma nota.

A notícia, por óbvio, tinha que repercutir na imprensa, até pelo fato de Calero ter falado do ‘assunto’, para a PGR, que já pensa (já é alguma coisa), em abrir um inquérito contra ‘Geddeão’, por violação de algumas regras do Código Penal.

Pois bem... não é que apareceu, agora, Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados, dizendo, sabe o quê?

Maia, acredite!, teve a coragem de dizer que Calero, ao fazer as denúncias, “enlouqueceu”. Pode, uma coisa dessas?

Corrijo. A gente não sabe, é se Maia, quando usou o termo “enlouqueceu”, estava falando de loucura mesmo, de juízo (na cabeça), ou se falava por metáfora. O pior é que, nos dois casos, a coisa é complicada.

É.... parece que o Brasil virou uma casa de ‘loucos’.
  
A vantagem é que pode virar um ‘grande hospício’.

E talvez melhore!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

CUIDADO COM AS 'RECEITAS' DOS POLÍTICOS!!


CUIDADO COM AS 'RECEITAS'!!

Esse é somente um exemplo, bem prático, de como algumas coisas funcionam na política. Um bom exemplo para refletir, pelas pegadas do 'mago' da charge política - Blog do Amarildo.

Quando você estiver diante de uma 'receita' parecida, pense! Pense mais de duas, três vezes. Pode ser um bom começo.

GEDDEL VIEIRA LIMA CAUSA PAVOR EM BRASÍLIA. DEMOROU MUITO!!



GEDDEL VIEIRA LIMA CAUSA PAVOR EM BRASÍLIA.


Sabe-se que a situação de Geddel Vieira Lima/PMDB, ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, não está tão favorável assim, já que foi o pivô da queda do Ministro da Cultura, Marcelo Calero, por conta de pressão 'braba', para beneficiar um empreendimento na Bahia, mas que o ex-da cultura não 'topou'. E tudo indica que, por causa de Geddel, desdobramentos, de natureza política, virão. Mas vai depender do Presidente da República, se tiver peito para fazer a faxina, ainda que pontual.

Tem muita gente que diz que Michel Temer, está mais ou menos, como a charge, representada pelo Blog do Amarildo, postada ontem.

Vamos pedir, ao menos, que Geddel não solte Michel, lá do alto. O PMDB agradece!!  

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PREFEITA DE LAGO DA PEDRA, MAURA JORGE USA A ESTRATÉGIA DE 'MULTIPLICAR OS PÃES', À CUSTA DO 'TRIGO' ALHEIO.

Prefeita Maura Jorge: é bom dividir o sorriso, também.

PREFEITA MAURA JORGE, DE LAGO DA PEDRA/MA, APELA PARA A ‘MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES’, À CUSTA DO ‘TRIGO’ ALHEIO’.

Se você quiser chamar a Polícia, já pode fazê-lo.

Se tudo se confirmar e se algumas vítimas não recuarem da pretensão, tudo indica que a atual Prefeita de Lago da Pedra/MA, Maura Jorge, vai ter de prestar contas com o Ministério Público Estadual, antes mesmo de entregar a cadeira para o seu sucessor – no caso, o atual vice-prefeito, Laércio Arruda, que, diga-se, levou a disputa eleitoral com folga. Foi tanta folga, que os adversários ainda hoje não entenderam o resultado das urnas.

O abacaxi de Maura Jorge, é ruim de descascar, viu!

Tudo, pelo fato de a atual prefeita ter encontrado uma ‘fórmula mágica’, pela qual, usando uma tática velha, ilegal e também imoral, pagou o salário do mês de outubro, mediante a feitura de um ‘desconto’, pra lá de salgado, nos créditos de alguns servidores, especialmente na área da saúde da Municipalidade. Teve funcionário que, quando soube da peripécia de Maura Jorge, ficou de ‘cama’, dado o choque enfrentado com a diminuição da verba, logo numa época de dinheiro curto, enquanto as dívidas estão quilométricas.

Comenta-se que a artimanha da prefeita Maura Jorge, diminuindo o vencimento de centenas de servidores, teve como objetivo-mor enfrentar despesas excessivas praticadas no período da campanha eleitoral, o que teria inviabilizado o ‘cronograma’ de pagamento da prefeitura.

Teve gente que ganhava R$ 2 mil, quando foi na conta, só havia R$ 1,5 mil; outros casos, a pessoa esperava R$ 1,5 mil, mas quando pegou o extrato, quase cai pra trás, pois a prefeitura só havia creditado R$ 900,00.
A ‘justificativa’ para o escândalo é de que houve um desconto, mas ninguém soube dizer qual é sua base legal, quem o teria inventado.

Na verdade, a base legal do ‘procedimento’ é a pura vontade do gestor, de resolver ‘problemas financeiros’, à custa do lombo do servidor público.

Já há rumores de que alguns servidores se organizam para reclamar a devolução do dinheiro descontado e, se for o caso, baterão à porta da Promotoria de Justiça de Lago da Pedra, já que a prática adotada por Maura Jorge, além de configurar retenção dolosa, para fins outros, fere vários dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa.

Para quem não lembra, Maura Jorge já foi condenada no Juízo da Comarca de Lago da Pedra, em 2015, por usar a propaganda institucional da Municipalidade em benefício pessoal. Maura Jorge fazia destaque da letra M, escrita de forma diferenciada, apesar de dizer que a respectiva imagem, na verdade, representava os montes de Lago da Pedra. Vejam só!!

O magistrado da 1ª. Vara da Comarca, Marcelo Santana, não engoliu o argumento esfarrapado. Desceu a caneta. O imbróglio foi remetido ao Tribunal de Justiça, para nova análise. Se virar ‘jurisprudência’, pronto: a dica está perfeita e acabada. Todo prefeito vai alegar em seu benefício coisa igual, inclusive o futuro gestor, Laércio. Para Laércio, fica até mais fácil: ele poderia, a partir de 2017, usar a letra “L”, de forma bem destacada, usando a imagem de um violão. Poderia alegar que o povo de Lago da Pedra, incluindo ele próprio, gosta muito de música sertaneja e festa. Taí uma boa alegação jurídica!, com duas vantagens: dada antes da hora e de graça, ou seja, sem custo algum para a nova Administração. 

Esse outro imbróglio, da ‘multiplicação dos pães’, com o ‘trigo’ alheio, tudo indica que vai render. Alguns dizem que, mesmo que enfrentem retaliações, não vão aceitar a ‘manobra’.

Agora, é esperar... o imbróglio pode chegar à Câmara de Vereadores, que, se for o caso, poderá tomar alguma providência.

Não há dúvida: o malfeito, certamente, ensejará consequências, mais cedo ou mais tarde.

Enquanto isso, muita gente vai ser obrigada a passar uma ‘borracha’ em procedimentos tão perversos, apesar das notícias sobre várias investigações abertas pelo País, envolvendo administradores públicos.

É o Brasil do descalabro; do deboche, do acinte.

Até quando? Eis o xis da questão!